terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O alvorecer empreendedor na escola


O Município de Barra do Piraí nasceu em 1890, no Vale do Paraíba, abraçado por serras e anfitrião dos rios Paraíba do Sul e Piraí, a 114 km da capital fluminense, próximo à Estrada do Ouro, que servia de caminho para o transporte do ouro e do café entre o Rio de Janeiro e a cidade de Minas Gerais. No período colonial, a floresta que existiu no Vale foi habitada pelos índios Xumetos, Pitas e Araris, da nação Tupi, os primeiros habitantes do Rio de Janeiro.
A herança indígena, a influência dos escravos e a chegada de imigrantes europeus contribuíram para a formação socioeconômica do Município, que no século XX saboreou o apogeu do ciclo de café, mas também testemunhou a criação de áreas rurais e urbanas que refletiam desigualdade econômica, com famílias sujeitas ao risco social da pobreza e da exclusão que se agravava ao longo das últimas décadas dos anos de 1990 e 2000.
Nesse período, a educação deu sinais da necessidade de mudança. Os anos de 2000 apontavam uma tendência que viria a se confirmar no início do século XXI: o rápido volume de informações que o avanço tecnológico impunha à sociedade e as novas exigências de perfis profissionais hábeis em lidar com as mudanças no mundo do trabalho. Isso se refletiu nas novas diretrizes estabelecidas pelas escolas de Ensino Fundamental e médio em todo o território nacional.
Em 2006, em meio às serras verdes, o então secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Roberto Monzo, juntamente com um grupo de educadoras formado pelas supervisoras de educação Ana Lúcia da Silva e Maria Aparecida Maciel, as professoras Míriam Oliveiras, Maria da Conceição da Silva e Suzeth Venâncio e as diretoras Heloíza Menezes e Vânia Lisboa da rede municipal de educação de Barra do Piraí, preocupadas com o futuro das crianças de famílias com baixo rendimento econômico e no limiar da situação de risco social, questionaram-se sobre o que fazer para que esses meninos e meninas vivenciassem o sonho de uma vida mais plena, com os olhos a mirar uma vida sem violência e exclusão.

Projeto Bila

O projeto nasceu em 2006 e hoje oferece internet, gratuitamente, para jovens em troca da leitura de livros
Tem cearense na final do Prêmio Vivaleitura, principal premiação que homenageia iniciativas de incentivo à leitura em todo o Brasil. O projeto Bila (Biblioteca Integrada à Lan House), do bairro Pirambu, disputa na categoria “Bibliotecas públicas ou privadas” um prêmio de R$ 30 mil. Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 12 de novembro.

Para quem tem interesse de conhecer um pouco dessa idéia que, diariamente, beneficia cerca de 150 pessoas, basta fazer uma visitinha ao número 1.097 da Rua Nossa Senhora das Graças. É lá que a menina Francilane Rodrigues Pereira, 9, aprende a decifrar os mistérios da vírgula e, de quebra, entende porque é melhor colocar entre aspas o tema desejado no site de pesquisa. “Aqui, a gente paga uma hora de acesso à internet com leitura”.

Conforme esclarece o idealizador do projeto Bila, Mauro Oliveira, para cada hora de navegação na web o usuário “paga” com uma hora de leitura. O acervo — doado por particulares, editoras, organizações não-governamentais, entre outros — é composto basicamente de literatura infanto-juvenil e conta com aproximadamente 10 mil títulos que se revezam nas prateleiras da Bila.

“Como a gente sabe que de R$ 1 a R$ 2 para essa gente que vive no Pirambu pesa no bolso, resolvemos usar como forma de pagamento pelo uso da internet o esforço intelectual da leitura. Foi fácil porque a gente usou dois elementos fundamentais e abundantes na comunidade: a curiosidade por novas histórias e o interesse pelo computador”, diz Oliveira.

Além desses benefícios, os usuários, crianças e adolescentes na maioria, ganham espaço privilegiado no mural da Bila se fizeram os melhores trabalhos em categorias como resumo e desenho sobre o assunto que leram. Emerson Lima da Rocha, 10, já fez quatro visitas à Bila, com quatro livros lidos que lhe renderam quatro horas gratuitas de internet. “É bom demais, tia. A gente joga no computador e pesquisa para as tarefas da escola também”.

Mauro Oliveira destaca que os benefícios vão além das paredes da Bila. “É muito comum o jovem da comunidade pobre que tem ascensão profissional deixar as suas origens. Com o Pirambu Digital, essa prática tem diminuído”. Esse é o nome da cooperativa que, com a ONG Emaús, sustenta a Bila e outras boas iniciativas.

Tudo começa em 2005, quando jovens formados no Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet-CE) resolvem criar a cooperativa e tirar da própria comunidade a renda de cada dia. “De lá para cá, a idéia tem crescido. Estamos replicando unidades no Titanzinho, Conjunto Palmeiras e Padre Andrade”, orgulha-se Oliveira.

No Pirambu Digital, como em qualquer empresa de tecnologia, são oferecidos serviços de conectividade, hardware, rede de computadores, mas, principalmente, desenvolvimento de softwares. São quatro unidades de produção, com o diferencial centrado em quatro projetos sociais, como a Bila, nascida em 2006, depois que a cooperativa ganhou R$ 10 mil em um concurso promovido pela Escola de Aprendizes Marinheiros.

Hoje, 12 máquinas numa sala próxima estão sendo usadas como extensão da Bila, que não estava mais dando conta com os oito computadores anteriores. Se os R$ 30 mil vierem, a proposta é distribuir a metade com os meninos da cooperativa para garantir um ”bom réveillon” e o resto investir na “arrumação” da casa, que está precisando de reparos.

A escolha dos finalistas seguiu, segundo a organização, os critérios originalidade dos projetos, dinamismo da ação na construção da cidadania, recursos utilizados, pertinência da ação desenvolvida com a comunidade, abrangência, duração e resultados alcançados.

O “Agentes Digitais” é outro projeto, com previsão de lançamento para dezembro deste ano, antecipa Oliveira, que vai ajudar aqueles com dificuldade de uso da internet. “Por R$ 10 a hora, aquele que solicitar ajuda pelo nosso Call Center vai ter um jovem capacitado em informática para tirar toda e qualquer dúvida dessa área na casa do cliente”, garante.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Edmar Arrruda, uma história de superação e empreendedorismo

Edmar nasceu em Tuneiras do Oeste, em 1960. Aos 15 anos mudou-se sozinho para Maringá, onde chegou sem dinheiro, sem documentos e com apenas um conhecido na cidade.
Em oito anos formou-se economista pela UEM e iniciou na vida empresarial. Hoje Edmar tem a Cantareira Construtora, a BRA Incorporadora, a Ecoplaneta Reflorestamento e participação na Brazcana Central Energética.
Além das atividades empresariais, Edmar sempre dedicou parte do seu tempo a projetos de responsabilidade. Foi diretor e presidente da ANPR, em Maringá, por mais de 10 anos. Fundou a Fundação Isis Bruder, há 11 anos. A Fundação atende crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, atuando na sua formação e inclusão.
Durante o seu mandato como presidente do Secovi Paraná, idealizou e fundou, em 1997, o Serviço Social da Habitação, o SecoviMed. Desde fevereiro de 1998 o serviço realizou mais de 2 milhões de atendimentos gratuitos a cerca de 40 mil trabalhadores das imobiliárias e condomínios de Curitiba, Maringá e Londrina, com médicos, dentistas e exames.
Não se omitir e fazer a sua parte para melhorar a sociedade e a vida das pessoas é um desafio para Edmar. Com esta responsabilidade foi vereador em Maringá, de 2001 a 2004, ano em que foi candidato a prefeito de Maringá, obtendo quase 30 mil votos e tendo papel decisivo no segundo turno.
Atualmente Edmar está organizando o Partido Social Cristão (PSC), no norte e noroeste do Paraná. Ele é pré-candidato a deputado federal e pretende representar a região na Câmara dos Deputados.
Edmar tem alertado para o fato de que as cidades da nossa região não têm deputados porque os eleitores votam em candidatos de outras regiões do Paraná, especialmente candidatos da capital do Estado. Assim, centenas de município das regiões de Maringá e Paranavaí tem apenas dois deputados federais, quando deveriam ter pelo menos oito.
Para Edmar, o voto consciente, em candidatos com passado limpo e realizadores, da região, é um passo que os eleitores precisam dar para aumentar a representatividade de Paranavaí e das cidades vizinhas, trazendo mais recursos, projetos, obras e investimentos para a população. Sidnei Telles – O engenheiro Sidnei Telles, da Brazcana, é empresário, foi secretário municipal de Transportes de Maringá, com importante trabalho no começo do rebaixamento do novo centro, secretário municipal de Serviços Públicos e chefe da Defesa Civil de Maringá. Assumiu uma vaga na Assembléia Legislativa, como deputado estadual, por quatro meses, na condição de suplente. Em 2006 foi candidato a deputado federal, recebendo quase 30 mil votos. Agora, em 2010, Sidnei é pré-candidato a deputado estadual.
Ligado a movimentos sociais, realiza, há mais de 20 anos, um trabalho no Movimento de Renovação Carismática da Igreja Católica e participou e participa de organizações de responsabilidade social, voltadas a assistência, orientação e encaminhamento de crianças e adolescentes.
Junto com Edmar, Sidnei tem ajudado a organizar o PSC na região e é pré-candidato a deputado estadual.

Empreendedorismo: ideias inovadoras e histórias de superação

O novo empreendedor pode contar com o Sebrae que presta consultoria e instrui os novos empresários
por Kivia Souza e Rafaele Rego   
Trabalhar por conta própria, ter horários flexíveis e ganhar dinheiro com uma boa ideia. Esse é um cenário profissional ideal, mas nem todo mundo nasceu com um talento imprescindível para isso dar certo: senso de empreendedorismo, o que sustenta a boa administração e a inovação de um produto ou serviço. Hoje, porém, as facilidades para formalizar empresas e sair da informalidade tem revelado bons casos de empreendedores, que além de se darem bem no mundo dos pequenos negócios ainda geram empregos e renda, contando com orientações de entidades como o Sebrae.

Se a pretensão não for abrir uma mega empresa, o novo empreendedor pode contar com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que presta consultoria e instrui novos empreendedores em todas as fases do processo de abertura de um negócio. Isabel Ribeiro, assessora da superintendência do Sebrae, conta que as maiores dificuldades encontradas pelos novos gestores é a falta de clareza e vocação empresarial, além da repetição de abertura dos empreendimentos “da moda”, sem um estudo prévio de mercado, desconhecimento dos investimentos necessários e a escolha inadequada dos sócios.

Muitos empresários pretendem montar empresas confiando no serviço de financiamento do Sebrae. “Eles ficam decepcionados quando percebem que a nossa missão é 'promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das Micro e Pequenas e fomentar o empreendedorismo' com a transferência de informações confiáveis que possam subsidiar a tomada de decisão pelos empreendedores”, afirma Isabel.


Negócio de Beleza - Ela foi babá, faxineira, lavadeira e doméstica. Nunca trabalhou com carteira assinada. Hoje, Heloísa Assis, 50 anos, mais conhecida como Zica, é sócia de uma rede de salões de beleza com onze filiais espalhadas pelo país e fatura mais de R$80 milhões por ano. São 1.300 colaboradores trabalhando com registro em carteira. Eles atendem cerca de 70 mil clientes por mês e ainda dão conta de caravanas de  regiões, que se deslocam até às unidades em busca de tratamento. A receita de todo esse sucesso? Força de vontade, espírito empreendedor, apoio familiar e uma fórmula química 'secreta' que deixa cabelos crespos soltinhos e naturais.

Essa é a história da cabeleireira e empresária Zica, um exemplo de empreendedorismo brasileiro. A carioca estendeu sua ideia e talento em três estados e já tem planos para ampliar o número de unidades pelo país. Atualmente, são nove salões no Rio de Janeiro, um no Espírito Santo e outro na Bahia, sendo em Salvador a mais recente das filiais. Cerca de 350 clientes são atendidas por dia no instituto da capital baiana, que recebeu um investimento de R$4 milhões e foi inaugurado em janeiro de 2010.

Zica e seus três sócios já desfrutam de muito sucesso na área de negócios, incluindo prêmios como o "Empreendedores do novo Brasil" , da Endeavor (@endeavorbrasil), ONG que trabalha no intuito de tornar o país referência mundial em empreendedorismo. Mas o começo não foi tão fácil. Hoje, a rede Instituto Beleza Natural desenvolve soluções para cabelos crespos, cacheados e ondulados, porém, foi da cabeça de Zica que a primeira mecha de cabelos caiu primeiro.

"Eu queria cachos com balanço e não fios alisados. Fiz várias tentativas e também errei muito. Comecei a levar a sério e pesquisei bastante. Procurava quem pudesse emprestar matérias-primas para criar misturas que facilitassem o pentear. Testava as fórmulas no meu próprio cabelo e também no do meu irmão, Rogério, que é um dos sócios do Beleza Natural", recorda. Ela conta que tinha um cabelo muito crespo e volumoso, mas que não ficava satisfeita com nada que os salões faziam. "Era impossível domá-lo. Lembro que minhas patroas pediam para que eu usasse um lenço na cabeça, pois a rebeldia dos fios causava má-impressão".

Quando ainda tinha 21 anos, a ex-doméstica fez um curso de cabeleireiro para encontrar a solução. Foram 10 anos até chegar à fórmula certa.  Foi aí que ela percebeu que tinha nas mãos a receita para o sucesso de um negócio próprio e que podia levar transformação à mais mulheres.  Só que ela não tinha dinheiro para investir. A família, então, entrou no jogo. O marido precisou vender o único bem da família, na época, um Fusca 78. “O meu irmão Rogério e a amiga Leila também juntaram algumas economias e investiram em nosso primeiro salão. O local escolhido foi uma casa antiga na região da Muda, Zona Norte do Rio. Isso foi em 1993. Hoje, nós, os quatro sócios, ficamos muito felizes com o crescimento do Beleza Natural”, explica.

A unidade de Salvador abriga ainda um Centro de Treinamento, com 19 lavatórios, onde há equipes em aprendizado constante, e é considerada um mercado estratégico para os planos de expansão do Beleza Natural. Segundo Zica, o sucesso imediato, em menos de um ano, é atribuído ao estudo de geomarketing e a natureza da população soteropolitana. “Assim como as demais empresas, fazemos pesquisas de geomarketing e também ficamos atentos em saber de onde nossos clientes têm vindo. Chegamos ao Nordeste em grande estilo, em uma cidade que concentra o maior potencial de clientes para o Beleza Natural. Dos quatro milhões de habitantes de Salvador, 90% se encaixam no nosso perfil, pois têm cabelos crespos ou ondulados em diferentes níveis”, pontua.


Na casquinha - Francisco de Carvalho abriu sua primeira lanchonete há 11 anos, quando tinha apenas 22. A ideia surgiu com o projeto de conclusão do curso de Turismo, onde ele pretendia criar um point para turistas que gostassem de uma alimentação saudável e trazer à Salvador,a novidade do açaí. “Naquela época, só existia uma lanchonete que vendia açaí na Barra. Quem morava na região da Pituba e Itaigara tinha que enfrentar o trânsito da cidade”, lembra o empresário.

O espírito empreendedor de Carvalho foi além do projeto da faculdade. Com o dinheiro da rescisão do antigo trabalho, ele abriu sua primeira lanchonete e incluiu no cardápio mais de 100 tipos de sucos, açaí com frutas diferentes, entre outras opções de lanches. O sucesso foi tanto que o turismólogo passou a ser convidado para abrir filiais por toda a cidade, inclusive, em um grande shopping de Salvador e em uma rede de supermercados.

Para se destacar na concorrência, Carvalho procurou formas de inovar no cardápio e criou o açaí frozen, o buffet de salada de frutas, e é o único a comercializar a casquinha de açaí na Bahia. No final de 2010,  a primeira franquia do Açaí & Saúde foi aberta em Praia do Forte, no município de Mata de São João, completando a quinta loja. “Nunca me vi como um empreendedor. Montei meu negócio a partir de uma necessidade que eu enxerguei em Salvador, um lugar que oferecesse alimentação saudável”, conta. Hoje, com 33 anos, o empresário já está com a vida financeira mais do que consolidada e com novos projetos para expandir ainda mais a empresa.


Doce - Anailton Jataraiba Ferreira, de 43 anos, era vendedor ambulante, quando foi tentar a vida no Rio de Janeiro. Sem obter sucesso, voltou para Salvador, sua cidade natal, para vender cocadas feitas na hora. “Conheci um amigo que me ensinou a fazer, e eu achei que seria interessante fazer os doces da hora com diversas opções de sabores”, relembra. Para abrir a banca que fica em Itapuã, no largo da sereia, Jataraiba fez um empréstimo de R$ 33 mil no Banco do Brasil. Hoje, ele fatura cerca de R$ 3 mil por mês.  Na época de vendedor, sua renda mensal era de R$ 800. “Hoje, tenho uma renda liquida de R$1.800 e arrecado cerca de R$ 33 mil durante todo o ano”, conta.

Para se tornar um empreendedor individual, o trabalhador deve obter renda anual de até R$ 36 mil, e se cadastrar no programa do Sebrae, através do Portal do Empreendedor.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Como montar uma lanchonete

Por Paula Balsinelli

Montar uma lanchonete é o sonho de muitas pessoas. Investir no ramo de alimentação é bastante tentador. O setor é receptivo porque oferece produtos para todas as camadas da população, também é um dos últimos a ser abalado por crises econômicas.
Fernando Colaferri é proprietário do Hamburguinho, em São Paulo. A loja funciona há 30 anos no mesmo ponto. “O diferencial está no sabor, preparamos o nosso próprio hambúrguer, quem experimenta não troca pelos produtos das grandes redes”, conta. Com nove funcionários, o Hamburguinho chega a vender 300 lanches por dia, seja por telefone ou no balcão.
Geladeira, refrigerador, máquina de suco, entre outros eletrodomésticos consomem muita energia elétrica. Por isso, a lanchonete deve estar equipada com instalações adequadas e bem distribuída. Tubulações especiais também são necessárias, “trabalhamos com muito material gorduroso, se não tiver uma instalação especial, entope todo o dia”, revela Fernando.
Para quem deseja entrar para o negócio de lanches, uma dica preciosa. “É mais importante investir na qualidade do que na beleza da loja. A maioria dos iniciantes investe muito dinheiro na aparência da loja, mas isso deve vir com o tempo. Monte um negócio honesto, e com muita qualidade”.
Por dentro do negócio
Conteúdo oferecido pelo Sebrae
Localização
A escolha do ponto comercial é, seguramente, um dos aspectos mais importantes para o sucesso do empreendimento. Estar próximo de escolas, comércio ou escritórios em geral traz bons resultados. A escolha do local deve estar associada à linha de produtos e serviços oferecidos.
Estrutura
A distribuição dos equipamentos será bastante importante, pois dela dependerá a facilidade de locomoção dos funcionários. Além disso, devido ao tipo e número de equipamentos utilizados, deve-se dar especial atenção à instalação elétrica e hidráulica.
Equipamentos
Os equipamentos básicos para começar são:
  • freezer horizontal com geladeira, balcão frigorífico, chapeira, exaustor, espremedor de frutas, liquidificador, vitrine quente, estufa, fritadeira elétrica, forno microondas, forno elétrico, louças em geral (talheres, pratos, copos etc.);
  • prateleiras para exposição de bebidas, banquetas, mesas, cadeiras;
  • prateleiras para estocagem;
  • caixa registradora, equipamentos, móveis e utensílios.
InvestimentosVaria de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo este girar em torno de R$ 40 mil.

Pessoal
Serão necessários, além do empreendedor gerenciando pessoalmente o estabelecimento, alguns outros funcionários, tais como:
  • chapeiro;
  • responsável pelos pratos rápidos e lanches;
  • copeiros que farão o atendimento ao público e ajudarão no preparo de lanches simples, sucos e coquetéis, etc.
Dependendo do horário de funcionamento do estabelecimento, será necessário adotar dois turnos de trabalho, o que implica no aumento do número de funcionários. A oferta deste tipo de mão-de-obra é grande, mas o empreendedor deverá ser criterioso na seleção dos funcionários, porque eles terão influência direta no sucesso de seu negócio.

Algumas características são particularmente importantes para estes profissionais, tais como:
  • preocupação com o asseio pessoal e higiene;
  • bom contato pessoal;
  • ser paciente e gentil.
Funcionamento
A escolha do horário de funcionamento dependerá do público que se pretende atingir, além da localização do estabelecimento. Geralmente, trabalha-se além do horário de funcionamento da casa.
Fornecedores
É importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um cadastro dos fornecedores. A gama é enorme: atacadistas, distribuidores, importadoras, supermercados, feiras livres, açougues, casas de frios, panificadoras, adegas. Hipermercados também oferecem produtos a preços mais baixos.
Frutas, legumes e vegetais deverão ser comprados em menores quantidades e maior freqüência para evitar perdas e garantir produtos sempre frescos.
Produtos não perecíveis ou congelados poderão ser comprados dentro de prazos mais elásticos. São questões a serem estudadas após a definição do cardápio e, conseqüentemente, do tipo de produtos com os quais se pretende trabalhar logo no início do negócio.
Estoques
A própria rotina do estabelecimento é que fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Porém, algumas rotinas são comuns a todos eles. Diariamente, o empreendedor deverá certificar-se de que todos os itens do cardápio estão disponíveis e de que a casa está em perfeitas condições de higiene. É recomendável que a verificação de estoque seja feita logo após o fechamento do estabelecimento, quando também será feita a limpeza.
Características
É importante destacar que este tipo de negócio exige bastante do empreendedor.
  • Versatilidade: É necessário ter criatividade e flexibilidade para acompanhar as oscilações de mercado e solicitações da clientela;
  • Comportamento: O empreendedor deve estar preparado para, em algumas situações, lidar com clientes que poderão se tornar inconvenientes, em função de exagero no consumo de bebidas. Fique atento, servir bebidas alcoólicas para menores de idade é proibido por lei. 
Decidindo
Para certificar-se do negócio, o empreendedor deve:
  • conversar com outros profissionais;
  • visitar estabelecimentos similares;
  • definir o público alvo (o que determinará o estilo do negócio);
  • realizar pesquisa de mercado a fim de identificar o potencial da região, carências no mercado, tendências etc.
Linha de atuaçãoHá no mercado desde estabelecimentos bastante simples, que têm como carro chefe o popular "PF" (prato feito) e bebidas populares (cachaça, vermute etc.), até aqueles que desenvolvem uma linha de sanduíches especiais e bebidas de primeira linha, voltados para o chamado público classe A. Enfim, tudo será determinado pelo público alvo, que por sua vez é resultado de uma reunião de fatores como: localização do estabelecimento, tipo de produtos e serviços ofertados.
Lembretes importantesAlguns outros fatores que o empreendedor deve levar em consideração:
  • dispor de tempo para dedicar-se ao negócio;
  • se identificar com o produto, ou seja, gostar de comer, criar pratos, servir seus experimentos aos amigos e freqüentar os templos gastronômicos;
* É necessário que uma pessoa com o perfil acima citado esteja diretamente envolvida com o cotidiano do negócio. (Sócio, gerente, etc)
Legislação EspecíficaTorna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
  • registro na Junta Comercial;
  • registro na Secretária da Receita Federal;
  • registro na Secretária da Fazenda;
  • registro na Prefeitura do Município;
  • registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma  Receita Federal)
  • registro no sindicato patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).

Atenção! A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou o primeiro regulamento nacional sobre Boas Práticas para serviços de alimentação. As regras vão nortear os comerciantes a procederem de maneira adequada e segura na manipulação, preparo, acondicionamento, armazenamento, transporte, exposição e venda dos alimentos. O objetivo das novas regras é melhorar as condições de higiene das lojas. Os estabelecimentos que desrespeitarem as normas pagarão multas de R$2 mil até R$1,5 milhão. Veja todas as regras: http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2004/160904.htm