terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O alvorecer empreendedor na escola


O Município de Barra do Piraí nasceu em 1890, no Vale do Paraíba, abraçado por serras e anfitrião dos rios Paraíba do Sul e Piraí, a 114 km da capital fluminense, próximo à Estrada do Ouro, que servia de caminho para o transporte do ouro e do café entre o Rio de Janeiro e a cidade de Minas Gerais. No período colonial, a floresta que existiu no Vale foi habitada pelos índios Xumetos, Pitas e Araris, da nação Tupi, os primeiros habitantes do Rio de Janeiro.
A herança indígena, a influência dos escravos e a chegada de imigrantes europeus contribuíram para a formação socioeconômica do Município, que no século XX saboreou o apogeu do ciclo de café, mas também testemunhou a criação de áreas rurais e urbanas que refletiam desigualdade econômica, com famílias sujeitas ao risco social da pobreza e da exclusão que se agravava ao longo das últimas décadas dos anos de 1990 e 2000.
Nesse período, a educação deu sinais da necessidade de mudança. Os anos de 2000 apontavam uma tendência que viria a se confirmar no início do século XXI: o rápido volume de informações que o avanço tecnológico impunha à sociedade e as novas exigências de perfis profissionais hábeis em lidar com as mudanças no mundo do trabalho. Isso se refletiu nas novas diretrizes estabelecidas pelas escolas de Ensino Fundamental e médio em todo o território nacional.
Em 2006, em meio às serras verdes, o então secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Roberto Monzo, juntamente com um grupo de educadoras formado pelas supervisoras de educação Ana Lúcia da Silva e Maria Aparecida Maciel, as professoras Míriam Oliveiras, Maria da Conceição da Silva e Suzeth Venâncio e as diretoras Heloíza Menezes e Vânia Lisboa da rede municipal de educação de Barra do Piraí, preocupadas com o futuro das crianças de famílias com baixo rendimento econômico e no limiar da situação de risco social, questionaram-se sobre o que fazer para que esses meninos e meninas vivenciassem o sonho de uma vida mais plena, com os olhos a mirar uma vida sem violência e exclusão.

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